terça-feira, 16 de abril de 2013

Harley-Davidson




Harley-Davidson Inc (HDI), geralmente abreviado com H-D ou somente Harley é uma empresa norte americana que fabrica motocicletas. Fundada em Wisconsin, Milwaukee durante a primeira década de 1900, é a maior das duas empresas americana de motocicletas a sobreviver a Grande Depressão. A Harley-Davidson também conseguiu sobreviver por um período de pobre controle de qualidade competindo com fabricantes japoneses

História

Da esquerda:William A. Davidson, Walter Davidson, Sr., Arthur Davidson e William S. Harley
Em 1903, na cidade de Milwaukee, no estado norte-americano de Wisconsin, dois jovens (Arthur Davidson - escultor - e William S. Harley - desenhista) resolveram instalar um motor num quadro de bicicleta, com a intenção de se locomover mais rápida e comodamente nas subidas. Bem como também se associou aos trabalhos, Ole Evinrude, um motorista.

É comumente dito que, no primeiro resultado obtido, entre outros detalhes, o carburador era feito de uma lata em conservas, resultando em uma falha completa: o motor, demasiado fraco, não conseguiu propulsionar o conjunto. Na obstinação de não abandonar o projeto, houve a tentativa de se adaptar um motor de 400 cm³, nitidamente mais potente do que o primeiro. Como resultado, o engenho andava, mas, apresentava sinais exteriores de fraqueza. Neste momento, chegou-se ao fato de se 'descobrir' o segredo de uma boa moto: a harmonia entre o quadro e o motor.

Entre surpresas desagradáveis e progressos animadores, Arthur Davidson e William S. Harley, instalados em seu local de trabalho de 8m², conseguiram, finalmente, chegar à sua primeira e verdadeira maquina: construir a Silent Gray Fellow, cujo motor de um cilindro inclinado de 410 cm³, desenvolvia 3 cavalos estava equipado com uma válvula de admissão automática e com uma transmissão de correia. Foram produzidos três exemplares, todos cinzentos, já com a cor fetiche da nova marca.

Encorajado pelo resultado, William S. Harley decidiu-se se inscrever na universidade de Wisconsin, a fim de melhorar os seus conhecimentos de mecânica.

Com isso, o motor da moto foi desenvolvido para um motor retificado de 450 cm³ e desenvolvendo 4 cavalos e a um quadro finalmente digno desse nome. Deste resultado saíram 50 exemplares das oficinas Harley-Davidson em 1906.

A partir de 1907, a notoriedade Harley e Davidson, aos quais se juntaram os primos William e Walter Davidson, começa a sair do Estado de Wisconsin. Com toda esta popularidade, são produzidas pelo menos cem maquinas todos os anos. E para demonstrar a qualidade das motos fabricadas, Walter Davidson se envolve em desporto motociclista e consegue uma vitória em 1907, em uma famosa corrida de resistência. Finalmente, em 1907, a polícia americana começa a se equipar com motos Harley-Davidson, momento em que a moto estava de fato lançada.

Nesta época, a moto ainda estava muito longe de se chegar ao seu verdadeiro mito, mas, já começava indiscutivelmente a se aproximar dele. Em 1909 é construído o primeiro V-Twin, associado a duas outras iniciativas na época: o acelerador de punho rotativo e a forquilha em paralelogramo, precursora daquela que se tornou celebre na futura Springer.

O Símbolo Do Sonho Americano

A partir deste momento, as cilindradas sucedem às inovações técnicas: o motor bicilíndrico de 1000cm³, o monocilíndrico de 600 cm³, a famosa válvula de escape lateral; o selim suspenso, a caixa de duas velocidades (depois três) e um sistema de lubrificação automático.

Em 1915 Leise Pakhurst vence o Troféu Nacional da Hora da FAM, em Birmingham, Alabama, perfazendo mais de vinte e cinco vitórias ao longo da época. Ainda em 1915, Floyd Clymer bate o recorde do mundo de tempo em dirt track em Dodge city, a 132 km/h, numa máquina equipada com um V-twin com oito válvulas com duas saídas de escape por cilindro. Embora em 2009 uma Harley-Davidson esteja muito afastada da imagem do desporto motociclista, foi neste terreno que a marca provou a sua confiabilidade e a eficácia das soluções técnicas adotadas e revolucionarias no seu tempo.

Muitas vezes associada ao cinema, à música, às tradições do povo americano, ao serviço da polícia e do camponês do Middle West, as Harley-Davidson atravessaram o século 20 com sortes diversas, mas, sempre presentes.

Tornaram-se, depois da II Guerra Mundial e de uma utilização maciça na política e no exército, o símbolo do Sonho Americano. Os soldados americanos de regresso da campanha europeia e que continuavam a circular em grupo, para não dizer em bando, com as suas motos, desempenharam um grande papel na imagem da marca e dos seus fãs.

Um Motor Numa Bicicleta

Por mais paradoxal do que possa parecer, as inovações realizadas por Willam S. Harley e Arthur Davidson eram, acima de tudo, práticas “proporcionadas” pelas experiências de Oscar Hedstrom, um dos fundadores da empresa Indiam, já que ambos iniciaram suas atividades de uma maneira, digamos, um pouco estranha (um encontro familiar) em uma indústria nascente: a da bicicleta equipada com um motor.

Nesta época, existiam poucos motores confiáveis; sendo as criações dos europeus Krüger-Aster/De Dion que vão servir de base de apoio às suas idéias.

Em 1905, os principais motores monocilíndricos saem da oficina e são vendidos a 200 dólares cada. Dois anos mais tarde, decidem juntar um segundo cilíndro ao seu mono clássico.

NASCE o V-Twin.
Neste meio tempo, vem a primeira forquilha suspensa de tipo Springer, versão que obterá a concordância geral e um êxito industrial, um achado que permanecerá inalterado ate 1948.

Ainda, Walter Davidson alinha numa competição de enduro famosa traçada nas Catskill Mountains e organizada pela FAM(Federation of American Motorcyclists). A única Harley-Davidson do pelotão se impõe em meio a mais de sessenta concorrentes.

Primeiros Sucessos

Depois dos anos de investigações com muito trabalho e da produção confidencial desenvolvida em torno de um modelo único, a primeira verdadeira moto Harley-Davidson nasceu em 1904 e foi batizada de Silent Gray Fellow, a companhia Harley-Davidson progrediu bastante. Produzida em pequena quantidade, esta máquina dos primeiros passos, fabricada até durante anos de 1912, era pelo menos sumaria. Apoiava-se num quadro simples de berço fechado com suspensão de paralelogramo, um motor monocilíndrico de 494 cm³ desenvolvendo 6,5 cavalos, numa transmissão sobre a roda traseira utilizando uma correia de couro e uma embreagem de alavanca manual atuando por meio de uma polia de tensão sobre a correia de transmissão.

O depósito de combustível estava suspenso na parte superior do quadro e a máquina tinha um peso total de 88,5 kg. Embora o conjunto apresentasse um equilíbrio conveniente, era, sobretudo a imagem de uma maquina confiável, sólida e silenciosa que motivava então os valorosos pioneiros: nada de ornamentos inúteis, uma única cor, o cinzento, e uma eficácia silenciosa, tudo para lhe conferir sobriamente. Pacientemente aperfeiçoada, só muito mais tarde, em 1919, foi equipada com carburador Schebler, uma verdadeira embraiagem, uma caixa de velocidade e uma transmissão por corrente.

Uma das particularidades das criações Harley-Davidson residia na teimosia em desenvolver um só modelo em pretender sistematicamente um lucro importante, mais cuidando sempre da confiabilidade e do silencio da sua máquina. Embora, em 1905, a produção da pequena sociedade fosse apenas de oito máquinas, ela progredia graças ao tributo financeiro e imobiliário do tio João Guilherme. Assim, a partir do ano seguinte, a produção subiu para quarenta e nove máquinas, triplicando todos os anos até 1910 e final mente atingir três mil maquinas na fabrica da Juneau Avenue. Um outro parâmetro serviu perfeitamente aos interesses das motos Harley-Davidson: a raridade, e, portanto o preço elevado dos automóveis. Desde o início, os criadores tinham-se mantido muito afastados da noção de competição e ainda mais do desporto motociclista.

Foi apenas em 1907, sob a presidência de Walter Davidson, que uma máquina da firma foi inscrita na primeira corrida organizada pela jovem Federação Motociclista Americana. A experiência saldou-se por um sucesso estrondoso, pois o próprio Walter bateu os oitenta competidores, que representavam pelo menos vinte e uma marcas diferentes. A historia estava em marcha

Procura de novos clientes

Vinte anos depois dos trabalhos práticos hesitantes dos pioneiros Harley-Davidson, os americanos seguiram o gosto da época em matéria de circulação destinada às maquinas com motor: multiplicaram-se as estradas alcatroadas, os painéis rodoviários começaram a invadir a paisagem e as estações de serviço começaram a assegurar eficazmente o abastecimento de combustível. Simultaneamente, em 1919, a firma Harley-Davidson, que como vimos fez do desporto motociclista um dos seus primeiros esforços, propôs pela primeira vez um modelo de caráter desportivo.

Para justificar esta designação, a máquina foi dotada com uma caixa de velocidades colocada sobre o motor, uma embraiagem em banho de óleo, com uma guia de válvulas inferior e com uma correia de transmissão integrada no motor. Nesta época, a firma de Milwaukee ocupava uma fabrica de volume respeitável: mais de 50 mil m². Mas, os quatro exageraram e a produção estimada em trinta e cinco mil máquinas por ano é de tal modo otimista que, em 1921, a empresa fecha sob os efeitos conjugados de superprodução e da quebra das vendas. Longe de baixar os braços, os dirigentes da Harley-Davidson vão virar-se para o estrangeiro para tentar encontrar novos clientes. Através das suas viagens, eles descobrem as novas técnicas da concorrência, em especial das Indians. O que, levando mais longe as suas investigações mecânicas, vai provocar, em bloco, a chegada de um quadro, depósito e selins inéditos.

A História Da Harley-Davidson

Face ao “CRASH” econômico

De fato, mais do que a quebra de entusiasmo por este tipo de máquinas, é a chegada de veículos de duas e quatro rodas em 2ª mão que vai fazer baixar a procura de motos novas. Em face de tal situação, apenas duas marcas subsistem nos EUA.: a Harley-Davidson e Indian. Como sempre sucede em situações semelhantes, o mercado dirige-se para baixo e a Harley-Davidson vai agarrar rapidamente esta oportunidade para relançar maquinas equipadas com motores monocilíndricos de 350 cm³ vendidas a menos de 200 dólares na época. Um bom negócio. É também nessa produção e a distribuição não só de acessórios, mas também de produtos com a efígie Harley-Davidson capazes de promover e de fidelizar a clientela. É a primeira orientação para uma tendência “tempos livres” da moto, por oposição as duas-rodas utilitárias que até aqui tinham dominado.

Em 1939, sob a influência da guerra que toda a América entrevia e temia, a Harley-Davidson prepara versões militares de 750 cm³ e permite assim que a produção se mantenha no limiar psicológico de dez mil motos por ano. Para ganhar esta aposta, tudo foi imaginado e empreendido, incluindo baixas de salários draconianas, da ordem de 10% para os operários ate 50% para os dirigentes. A Harley-Davidson tem então quarenta anos de existência e já atravessou muitas tempestades conjunturais e pessoais. Mas Continua firme!

Abertura Aos Tempos Livres

Em 1925, aparece à primeira Peashooter, uma versão de 350 cm³ para competição. No que diz respeito à decoração, depois dos anos severos das maquinas cinzentas, a cor começa a invadir os depósitos e pára-choques, sobretudo através dos primeiros antepassados do tunning: personalização de motos. Em 1928, um novo modelo fez a sua entrada no catálogo, a Two Cam, proposto em duas versões: a JD, em 1000 cm³, e a JDH, de 1200 cm³.

Exteriormente, os dois modelos são diferenciáveis, mas é bom saber que, na época, eram certamente as maquinas de série mais rápidas do mundo, com respectivamente140e 160 km/h. Último detalhe que tinha sua importância, mesmo se hoje em dia não se concebe um motor sem esse tipo de requinte, os twins das JD e JDH tinham um filtro de ar e o quadro tinha um travão à frente – requinte supremo. É ainda de notar que nas vésperas do crash da bolsa de 1929, a Harley-Davidson apresentou novos grupos de 750 cm³ de válvulas laterais.

Mesmo na nossa época de incerteza econômica, dificilmente imaginamos o que foi o ano de 1929: em poucas semanas, quinze milhões de operários viram-se no desemprego e vários bancos faliram. Apesar disto, o mercado, a produção de motos, continuou de maneira espantosa a ter resultados perfeitamente aceitáveis. Até ao dia em que tudo se desmoronou, incluindo a venda das Harley-Davidson, cuja produção caiu um terço de um dia para o outro, ou seja, cerca de doze mil motos.

Ao Serviço do Pentágono


Uma WLA3 do exército militar americano
Quando a guerra começou a destruir a Europa, os EUA se habituaram à ideia de uma intervenção, a firma Harley-Davidson continuou a interessar-se apenas pelo desenvolvimento técnico das suas máquinas, sempre com um esforço especial no que diz respeito as grandes provas desportivas. E o ponto da situação em 1940 era duas imagens: as WLDR 750 são as máquinas de competição mais desenvolvida e toda a gama Harley-Davidson está equipada com forquilhas Springer. Os padrões do Pentágono vão rapidamente dirigir-se a William S. Harley para lhe pedirem que conceba e construa uma maquina de 500 cm³ adaptada às suas necessidades. Considerando que a definição técnica do caderno de encargos imposto pelos militares não é aceitável, William recusa e o exercito americano vira-se para a Indian, que aceita o desafio. O resultado é um desastre. As motos não andam e o Pentágono volta à carga para finalmente se conformar com a escolha de uma twin de 750 cm³. Nascerá a 745 WLA com uma primeira encomenda de cento e oitenta e cinco unidade.

Em 1941, desta vez a pedido da polícia americana, a Harley-Davidson propõe ainda uma versão de 1200 cm³ da Knuckhead já existente em 1000 cm³. A Harley-Davidson entra finalmente no conflito europeu, na véspera de Pearl Harbour, e inicia o fabricar de oitenta e oito mil motos de 750 cm³ em versões WLA, WLC e WSR com e sem side-car. Assim, a quase totalidade das motos produzidas pela Harley-Davidson durante este período são maquinas militares.
Pós Guerra
A título de reparação de guerra, a Harley-Davidson adquiriu o projeto de uma pequena motocicleta alemã, a DKW RT125, que foi adaptada, fabricada e vendida entre 1947 e 1966. Vários modelos foram produzidos, incluindo o Hummer, entre 1955 à 1959.

As Máquinas de Recordes

Sempre mais depressa, uma simples estrada, bordejada de árvore, foi o local dos primeiros bancos de ensaio em "tamanho natural" daqueles que sonhavam ultrapassar os 100 km/h. Depois dos lagos congelados, as superfícies de sal e outros desertos retilíneos, aqui mais perto de nos foi o célebre circuito de Nardo, no Sul da Itália, que serviu de base de lançamento. Muito recentemente, em 1990, apenas a Honda e a Harley-Davidson se lançaram ao assalto. Mas são os japoneses, com a revolucionaria Honda NR de 750 cm³ com pistões ovais e oito válvulas por cilindro desenvolvendo 155 cavalos confiada ao italiano Loris Capirossi, que continuam a ser os mais rápidos, atingindo os 299,825 km/h numa máquina de série.

Ao mesmo tempo, do outro lado do Atlântico, David Campos, um pioneiro do gênero, decide por seu turno, com uma moto cem por cento americana ultrapassar a barreira dos 700 km/h. Para financiar a sua empresa, a revista californiana EasyRiders, fez apelo à generosidade dos seus leitores. Resultado mais que ocludente: a fuselagem do seu Streamliner tinha inscritos todos os nomes dos generosos doadores. Sob a fuselagem foram instalados dois motores V-twin, derivados do 1340 Softail retificados para 3 litros, a sua injeção composta de uma mistura de metanol e nitrometano era aspirada por dois turbocompressores. Em 14 de julho de 1990, esta máquina no lago salgado de Bonneville, com uma temperatura de 35 °C preparava para vibrar com o sopro do obus de alumínio. Resultado: 515,121 km/h. Um mês depois, em 19 de agosto, David Campos repetiu a experiência com o acelerador a fundo. O ponteiro do conta-quilómetros era formal: 518,449 km/h na milha lançada. Embora os 700 km/h ainda estivessem longe, o recorde de Donald Vesco fora batido (512,733 km/h em 28 de agosto de 1978).

Mas não era efetivamente uma estreia. Em 1969, Dick O`Brien, chefe de equipe da Harley-Davidson, desejava veementemente opor-se à hegemonia crescente dos caçadores de recordes nipônicos. Deste modo, Calvin Rayborn, o piloto da casa, viu-se incumbido de missão de se opor, em setembro de 1970, à corrida contra o tempo. A bordo de uma maquina diabólica, atarracada à pressa em vez de ser preparada com cuidado, o piloto americano balbuciava e sofria. Depois de quatro dias de hesitações, roçou uma primeira vez a catástrofe quando sofreu um acidente a 320 km/h. Não se desencorajou por isso, e teimou em repetir a experiência e perto dos 430 km/h o V2 definitivamente à explodir.

O Antro do Diabo

O mesmo processo desde sempre
Em Harrisburg, na Pensilvânia com os efeitos do passado. O fabrica dos quadros, as pinturas dos depósitos, a instalação dos motores, a implantação dos feixes de cabos elétricos, tudo é feito à mão como provavelmente se fazia há cinqüenta anos atrás. Nada mudou: dos tambores com rodas aos óculos de plástico até o banco de ensaio que precede a colocação da película protetora e a embalagem em caixas de madeira. As oficinas de pintura são seguramente o mais espantoso. Batidos a partir de duas chapas de metal planam, os depósitos nascem à união de duas conchas de metal. Colocados em grandes estantes metálicas, vão em seguida passar de mesa em mesa para receber as camadas dos mais variados protetores, de pinturas laçadas e de verniz. Bombas de pintura e pequenos pincéis constituem todo o material destes artistas. Os azuis estão lado a lado com os negros e os vermelhos na mais notável desordem como se estas escolhas tão importantes se devessem apenas à vontade do momento destes pintores.

Site: http://www.harley-davidson.com/pt_BR/Content/Pages/home.html


Psicografado por Schwanz

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Rat Fink - um ícone americano e mundial...

Rat Fink é a criação mais conhecida do artista e engenheiro mecânico Ed “Big Daddy” Roth. Figura chave na Kustom Kulture (“cultura da customização” ou “cultura da personalização”) que transformou a Califórnia na meca dos hot-rods e outros veículos motorizados durante os anos 60, Roth ficou famoso tanto como designer de veículos personalizados quanto como criador de monstros ao mesmo tempo grotescos e simpáticos. Ícone da contracultura, Rat Fink é um símbolo eterno da livre expressão, uma válvula através da qual crianças e eternos adolescentes podem extravasar sua insatisfação com a caretice vigente.




Carros envenenados e monstros irados na contramão da caretice



A Kustom Kulture nasceu na Califórnia no final dos anos 50 – uma das primeiras subculturas jovens de que se tem notícia. Sua influência passa por toda a cultura pop: dos carrões envenenados do hip-hop às canções adolescentes dos Beach Boys, a Kustom Kulture ajudou a construir o imaginário jovem contemporâneo. Um dos seus maiores símbolos é o Rat Fink, personagem de chaveiros, discos, livros, camisetas, miniaturas...


A Conrad adere à febre mundial e traz para o Brasil Rat Fink e toda a Kustom Kulture representada por Ed Roth com um livro ilustrado recheado de histórias e 144 cromos para colecionar. São imagens de hot rods incríveis, monstros insanos e ilustrações iradas feitas pelo mestre da contracultura.


Um rato muito simpático


Antes de tudo, Rat Fink não é um mero camundongo – foi a aversão que Ed “Big Daddy” Roth tinha pelo meigo Mickey Mouse que o levou a criar um rato de verdade. Roth, falecido em 2001, foi um dos principais personagens da Kustom Kulture surgida na Califórnia no final da década de 1950. 


Camisetas, chaveiros, color books, adesivos, cadernos, anéis, bolas de câmbio, brinquedos metálicos, caixas de correios, canetas, card games, posteres, transfers, iô-iô, isqueiro Zippo, latas de lixo, luminárias, esculturas de neon, carros de autorama – Rat Fink e seus irmãos monstruosos conquistaram gerações inteiras, das crianças hipnotizadas pelos grotescos desenhos de Roth e seus asseclas aos marmanjos fascinados com os carros e motos radicalmente modificados.


Kustom Kulture


Não é um erro de digitação: ao invés de Custom Culture (“cultura da personalização”, ou “cultura da customização”, referindo-se a veículos motorizados modificados pelos seus donos para serem únicos, personalizados) aquela turma da Califórnia utilizava um “k” na frente de cada palavra da expressão – o recado era simples, até a expressão Kustom Kulture seria personalizada. A primeira tentativa da mídia de explicar um dos primeiros movimentos jovens (que depois integraria a contracultura) veio a ser também um capítulo único na história do jornalismo – a criação do New Journalism.


Se hoje vemos programas e mais programas de televisão sobre a modificação de veículos e carros “tunados”, devemos tudo à Kustom Kulture. Parcela decisiva da contracultura sessentista, os ícones criados pelos entusiastas da Kustom Kulture fazem parte do inconsciente coletivo, representando juventude e rebeldia por toda a cultura pop: tatuagens com chamas em degradé, bonés Von Dutch, bolas de bilhar, canções dos Beach Boys sobre praia, carros e garotas; dados de seis faces, cartas de baralho, tênis quadriculados, pin-ups roqueiras, pranchas de surfe coloridas, motores aparentes, monstros grotescos, máquinas barulhentas acompanhando guitarras ensurdecedoras – para onde você olhar pode encontrar um símbolo dessa vida em alta velocidade, dialogando com rockers, motoqueiros, surfistas e skatistas, topetudos e cabeludos, todos fascinados por um estilo próprio, uma cultura eternamente jovem e imensamente mais interessante que o mundo adulto – a Kustom Kulture é o verdadeiro espírito do rock’n’roll.


A Descoberta de Tom Wolfe


O jornalista Tom Wolfe, longe ainda de ser o escritor do best-seller A Fogueira das Vaidades, foi enviado à Califórnia em 1963 pela revista Esquire para escrever uma reportagem sobre um bando de jovens que começavam a fazer bastante barulho com o ronco dos motores de seus carros e motos modificados. Impressionado com o estilo de vida e com as criações de Ed Roth, Von Dutch e seus companheiros, Wolfe voltou para Nova York aturdido – não sabia como transformar todo aquele espírito inovador numa matéria jornalística comum.


Depois de semanas lutando para criar um artigo “aceitável” a partir do material reunido durante a viagem, o prazo de Wolfe acabou, e o editor Byron Dobell, preocupado com o deadline, pediu para que o jornalista enviasse uma parte do material pesquisado para pudessem tentar, juntos, transformá-lo em uma matéria. Wolfe então escreveu uma longa carta, começando com “Dear Byron” (“Querido Byron”) e que trazia uma série de impressões e sensações, descrições em primeira e terceira pessoa, como se Wolfe tivesse entrado na cabeça de seus entrevistados e de lá saísse com um conto incrível sobre esses rapazes mais incríveis ainda.


A redação da Esquire ligou para Wolfe (que já estava esperando ser demitido) para avisar: iriam apenas tirar o “Dear Byron” do começo da carta e publicariam o material na íntegra, sob o título de "There Goes (Varoom! Varoom!) That Kandy-Kolored (Thphhhhhh!) Tangerine-Flake Streamline Baby (Rahghhh!) Around the Bend (Brummmmmmmmmmmmmmm)..." (e que depois viraria o título da primeira compilação de textos de Wolfe, encurtado para The Kandy-Kolored Tangerine-Flake Streamline Baby). Ali nascia o New Journalism, que revolucionaria, durante o resto dos anos 60, as redações ao redor dos EUA e do mundo.

“Roth é muito habilidoso com o aerógrafo, e um dia, numa exposição de carros ele teve a idéia de desenhar um cartum grotesco na camiseta de um garoto, e aí começaram as camisetas Weirdo. A típica camiseta Weirdo segue um padrão de desenho que poderia ser chamado de ‘versão Bosch da revista Mad’, procurando ser o mais grotesco possível, mostrando um cara que parece o Frankenstein, com o queixo quadradão movido a vapor e tudo o mais, com um sorriso bizarro no rosto, dirigindo um hot-rod, e normalmente ele carrega um objeto redondo na mão direita, do lado de fora do veículo, que parece ser ligado ao chassi por uma corda. Isto, parece, é o câmbio. Não parece um câmbio para mim, mas todo adolescente sabe imediatamente o que é. 

(...)“Essas camisetas sempre tem uma frase escrita com letras enormes, normalmente algo rebelde ou pelo menos alienado, coisas como ‘A MÃE ESTÁ ERRADA’ e ‘NASCIDO PARA PERDER’.
“‘Um adolescente sempre tem ressentimento da autoridade adulta’, me disse Roth. ‘Essas camisetas são como uma tatuagem, com a diferença de que eles podem tirar tal tatuagem na hora em que enjoarem dela”. Tom Wolfe em The Kandy-Kolored Tangerine-Flake Streamline Baby



Ed “Big Daddy” Roth


Sabe a fibra de vidro, esse material leve e resistente que é usado em quase todos os carros personalizados hoje em dia? Em 1958 ela era usada principalmente na construção civil e em pranchas de surfe, até que Ed Roth (também conhecido como “Mr. Gasser”) resolveu utilizar o material no seu hot-rod – e todo mundo seguiu a sua idéia. Um homem “renascentista”, Roth era habilidoso em inúmeras áreas: por exemplo, além de desenhista e construtor de carros (pioneiro no design de veículos de baixo consumo), cantava com o grupo The Weirdos sob o codinome de Mr. Gasser, que lançou álbuns como Surfink e Rods n’Ratfinks pela gravadora Capitol. 


Durante os anos 60, seu estúdio foi casa dos maiores designers da contracultura: no auge, 25 artistas trabalhavam lá simultaneamente. No final daquela década Roth foi acusado de ser má influência para a juventude e de ter ligações com a violenta gangue de motoqueiros Hell´s Angels. Desiludido depois de um roubo que dizimou seu estúdio em 1970, resolveu acabar com o negócio. Com um emprego fixo como ilustrador de cartazes, chegou a rever algumas de suas obras, retirando qualquer referência violenta presente em seus desenhos.


Porém, a gasolina corre no sangue e a ferrugem nunca dorme, e dez anos depois, convencido de que seu talento era um dom de Deus, Roth voltou a desenhar seus hot-rods e seus monstros, dividindo o tempo entre a família, a igreja e a sua arte – desenhando inclusive a capa de um dos clássicos góticos, o álbum Junk Yard dos australianos Birthday Party. Quando morreu, em 4 de abril de 2001, trabalhava em mais um modelo de hot-rod personalizado.


Quadrinhos Movidos a Gasolina


Robert Williams, um dos criadores da revista Zap Comix – a bíblia fundadora do quadrinho underground norte-americano – chegou a Los Angeles sem um tostão no bolso em 1963. Estava interessado especialmente na cultura de hot-rod, que se espalhava pelos EUA mas que mantinha a Califórnia como centro nervoso, de onde saíam os principais talentos desse meio. Depois de meses sem arranjar emprego, Williams viu-se diante de uma oportunidade única, como conta o prefácio do livro Zap Comix:


“O gerente da agência de empregos apareceu com uma vaga de desenhista, mas já avisando que todos os candidatos anteriores tinham desistido depois de ver o lugar: ‘Dizem que é muito sujo, as condições não são boas’. Mas Robert Williams precisava de alguma coisa. ‘O que é?’ ‘Bom, estão precisando de um diretor de arte na empresa desse tal de Big Daddy.’ ‘Espera um pouco, o nome de sujeito é Ed Roth?’ Sim, era Ed ‘Big Daddy’ Roth.
(...) 

“O entendimento entre Roth e Williams foi imediato. ‘Se eu soubesse que você existia’, disse Roth, ‘teria mandado alguém caçá-lo pra mim’. O estúdio de Roth erro o próprio zôo da paixão americana por automóvel transformada em descarada perversão e o ponto de encontro das diversas subculturas de Los Angeles. Era freqüentado por astros da surf music, hell´s angels, produtores de Hollywood, líderes do movimento negro, traficantes de drogas e até gente como Erich Maria Remarque (autor do clássico do pacifismo Nada de Novo no Front). E também por agentes do FBI, de olho em Roth e mesmo em Williams, que, além de ser fugitivo do alistamento militar, era visto com freqüência em reuniões de grupos de esquerda.


“O trabalho de Williams era fazer os anúncios de Big Daddy (tão alucinados que começaram a ser vetados pelas revistas automobilísticas) e cuidar de outras duas fontes de renda: as camisetas, pranchas, bonés com estampas de monstros motorizados, como o Rat Fink, e os gibis-catálogos do Big Daddy. Esses gibis, que também tiveram a participação de Rick Griffin (outro fundador da Zap Comix), foram uma das bases dos quadrinhos underground”.



Hot Rock’n´Roll

Os hot-rods da Kustom Kulture influenciaram toda uma geração de músicos californianos que, se não foram os primeiros a cantar a vida sobre quatro rodas (o primeiro hino roqueiro sobre automotivos foi “Maybelline”, de Chuck Berry), foram aqueles que mais nutriram paixão pela velocidade e os motores roncando. Enquanto a dupla Jan & Dean cantava os perigos da “Dead Man´s Curve”, os Beach Boys praticamente inventavam o álbum conceitual reunindo em “Little Deuce Coupe” todas as suas canções sobre carros e a adrenalina com cheiro de gasolina, como a faixa-título, “409” e “Custom Machine’.


Outra turma da Califórnia, influenciada pela surf music instrumental de Dick Dale, resolveu fazer sua homenagem aos motores de alta octanagem – criando um gênero de rock chamado Hot Rod, misturando guitarras envenenadas com o som de motores idem, mistura experimentada por bandas obscuras como The Hondells, The Rip Chords e Mustangs. Nos anos 80 e 90, o gênero teve um revival no underground, com bandas como The Apemen, Mono Men, Satan´s Piligrims e Impala. E o Rat Fink foi homenageado pela banda punk norte-americana Misfits com a canção “Rat Fink”, lançada em single em 1979.


A Febre chega ao Brasil


A Conrad traz a febre Rat Fink ao Brasil na forma de um livro ilustrado, recheado de informações e histórias sobre Ed Roth e o Rat Fink, e de 144 cromos colecionáveis com imagens de hot-rods, choppers, brinquedos, pinturas de monstros nas mais variadas técnicas (do aerógrafo ao “pinstriping”, da aquarela ao silk screen), retratando o gênio de Roth e o brilho de uma era que nunca chega ao fim, onde os monstros são tão radicais quanto suas máquinas envenenadas – e o verão nunca chega ao fim. O livro ilustrado tem 24 páginas e custa R$ 3,90, enquanto o envelope com 4 figurinhas custa R$ 0,60


No Brasil, a empresa representante do "The Ed Roth Estate" – que licencia o uso das imagens e merchandising dos trabalhos e criações do Ed "Big Daddy" Roth – é a Óbvio!, (http://www.obvio.ind.br), indústria brasileira de automóveis urbanos de alta performance com fontes de energia alternativa, e principal parceira da Conrad nesse projeto.


Em 2006 foi lançado nos EUA o documentário Tales Of Rat Fink, contando a história de Roth e de sua mais famosa criação. O documentário conta com os depoimentos ilustres de gente como Tom Wolfe, Brian Wilson (Beach Boys), Matt Groening (criador dos Simpsons) e do apresentador Jay Leno. Siga o link abaixo para ver o trailer do filme.
Fonte: Almanaque do Automovel

Psicigrafado por Schwanz

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Cruz: Um Novo Significado para o Símbolo cristão

 
A Cruz céltica ou cruz celta, combina a cruz com um anel que lhe faz interseção por trás. É um símbolo que caracteriza os celtas, e suas origens são anteriores ao cristianismo. Esta cruz representa uma das principais formas de arte deste povo.


A Cruz Céltica é usada pelos cristãos na Grã- Bretanha e na Irlanda, e o símbolo mais reconhecido do cristianismo apresenta uma grande variedade de formas de acordo com a denominação religiosa. Como exemplo temos o crucifixo para os católicos, a cruz de oito braços para os ortodoxos ou uma simples cruz para os protestantes e evangélicos.


Em 1997, Crichton Miller, navegador, pesquisador, inventor, orador público e autor, fez uma descoberta através de intensas pesquisas em várias áreas, principalmente navegação. Esta descoberta pode desmistificar um dos ícones do nosso antigo sistema de crenças. 

Ele propõe que este sistema de crenças e a ciência foram herança de antigos marinheiros que navegavam os oceanos do mundo pré- histórico, e que o fim abrupto da última era glacial, há 12.500 anos, com o cataclismo que destruiu grande parte do planeta , os seres humanos que sobreviveram foram aqueles que estavam no mar. Noé? Utnapishitin?

Crichton acredita que essas civilizações pré-cataclismo foram marítimas e tinham desenvolvido uma forma de geometria e matemática que estava ligado à astronomia e astrologia, por causa de seu estilo de vida marítimo. Por terem conseguido viajar nos mares, deveriam ser capazes de saber sua posição e direção.


Em seu livro The Golden Thread of Time, ele mostra que em comparação com os povos antigos, nossa civilização se separou da natureza, tornando-se muito dualista, deixando para trás o conhecimento dos antigos povos, ficando cegos perante as evidências que eles deixaram para nós. 

Para provar isso, ele descobriu um instrumento que os antigos utilizavam para medir as estrelas, mas que instrumento é esse?

O instrumento de navegação

Este instrumento pode contar o tempo, encontrar a latitude e longitude, medir os ângulos das estrelas, predizer os solstícios e os equinócios, medir a precessão dos equinócios. O instrumento também pode encontrar os polos da eclíptica, bem como os polos Norte e Sul. Pode ser usado para fazer mapas e cartas, pirâmides e henges (palavra que refere-se a um tipo de terraplanagem do neolítico, sendo Stonehenge o monumento mais famoso) e, quando usado em combinação com esses sítios observatórios, pode gravar e prever os ciclos da natureza.


Miller chegou a esta conclusão enquanto tentava encontrar as estrelas navegando. Descobriu que um transferidor simples junto a uma cruz com um prumo, poderia definir graus. Desde então, seus experimentos concluíram que este dispositivo pode executar os cálculos geométricos necessários para construir as pirâmides.


Sua teoria é sustentada, em partes, por uma descoberta na grande pirâmide de Gizé, em 1872, quando foi encontrado dentro de um poço, entre uma série de objetos quebrados, algo que parecia ser uma vara de medição, um prumo e um gancho. Miller sugere que isto é parte de um instrumento usado pelos egípcios para medir e acompanhar o ângulo das estrelas, e que a pirâmide era o relógio gigante usado para contar o tempo e desta forma Gizé tornou-se o primeiro meridiano ao qual o horário local foi definido para o resto do mundo.

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Isto vai de encontro as outras descobertas publicadas no blog sobre a localização da grande pirâmide de Gizé, que de forma impressionante foi construída no centro de gravidade dos continentes, estando no centro exato de todas as terras do mundo, dividindo a Terra em quatro partes aproximadamente iguais.


 
 
Psicografado por Schwanz

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dez Homens Históricos com Doenças Mentais



A loucura,segundo o dicionário,pode ser definida como ''distúrbio ou alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar,sentir e agir''.
   -Será mesmo que existe uma definição fixa e conclusiva?(como sempre tentando encontrar definições...)
   Várias opiniões,estudos e reflexões buscam as origens da loucura.Ao longo do tempo,esses conceitos vão mudando conforme os padrões sociais e,consequentemente,ganhando novas formas.Sabe-se que durante a história,o mundo foi preenchido por homens ''loucos'' e que moldaram o modo de pensar do mundo com suas contribuições.
   Os ataques de raiva,crises de depressão e mentes que simplesmente pensam diferente,cresceram com invenções assombrosas, teorias matemáticas,poesias,obras-primas musicais e artísticas.
M        A        D        N        E        S        S
''Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.''
                                                                                                          Aristóteles
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  10| Rei Carlos VI de França
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Rei Carlos VI de França também era conhecido como Carlos,o Louco. Ele reinou na França entre 1380 e 1422. Cerca de uma dúzia de anos depois de tomar o trono,seu mergulho na loucura começou. Ele sofria de múltiplos episódios de doença mental (distúrbios bipolar), incluindo momentos em que ele não conseguia lembrar seu nome ou que ele era o rei. Muitas vezes ele não reconheceu sua esposa ou filhos. Por um período de cinco meses em 1405, ele se recusou a tomar banho ou trocar de roupa. De acordo com os escritos do Papa Pio II, o rei Carlos VI acreditava que ele era feito de vidro  e teve que tomar medidas para garantir que ele não quebrasse.

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  9| Abraham Lincoln
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Abraham Lincoln é conhecido como sendo o 16º Presidente dos Estados Unidos. Apesar de suas realizações,o presidente Lincoln estava propenso ao que ele chamou de "uma tendência a melancolia." 
Enquanto todo mundo fica triste de vez em quando,Lincoln teria experimentado uma depressão severa, debilitante. Alguns biógrafos especulam que ele pudesse ter pensado em suicídio. De acordo com um perfil de Lincoln publicado pela revista Ability, muitas vezes ele chorou incontrolavelmente sobre a situação do humor desesperado e utilizados para equilibrar a sua tristeza. Ele também teria se baseado no trabalho e sentimentos fatalistas,religiosos e resignações para lidar com suas crises de melancolia.


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  8|Vincent Van Gogh
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Você já deve ter ouvido falar de Vincent Van Gogh, o famoso artista louco que cortou a sua própria orelha e depois cometeu suicídio. Acredita-se que ele teve ataques epiléticos causados ​​por uma lesão cerebral devido o uso prolongado de absinto, uma bebida altamente alcoólica. Seu grande entusiasmo pela arte e religião juntamente com seu ritmo rápido de pintura seguidos por períodos de depressão profunda,acreditasse que ele também sofria de transtorno bipolar. Vincent também foi um escritor prolífico, tendo escrito centenas de cartas. Alguns acreditam que ele também tinha hipergrafia, uma condição relacionada à epilepsia e mania caracterizada por um impulso irresistível de escrever.

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  7|Ernest Hemingway
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Ernest Hemingway foi vítima da depressão e do alcoolismo. Como Van Gogh, ele finalmente escolheu para acabar com tudo o suicídio. O pai de Hemingway,o irmão,a irmã,a neta,eles também escolheram o mesmo destino.Enquanto uma extrema afinidade ao suicídio pode ter residido em seu DNA,a saúde mental de Hemingway em seus últimos anos,provavelmente foi afetada por uma vida de alcoolismo,medicamentos com efeitos colaterais e terapias de choque que causaram a perda de memória e pode ter intensificado sua depressão.


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  6|Tennessee Williams
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 Tennessee Williams (1911-1983) foi um grande dramaturgo premiado,carregado com a depressão e sérios abusos de drogas e álcool devido a dois eventos marcantes em sua vida.Williams nasceu em uma família que tinha um histórico de doenças mentais graves.Em meados dos anos 1940, sua irmã, esquizofrênica, sofreu uma lobotomia (morrendo em uma instituição psiquiátrica).Em 1961, o seu amante de longo prazo morreu devido um câncer.
Ambos os eventos mentalmente afetaram Williams profundamente, enviando-lhe a depressões obscuras e toxicomania.Apesar de tentativas de desentoxicação,Williams sofreu de depressão e toxicomania o resto da sua vida,morrendo engasgado com uma tampa de garrafa em seu quarto.

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  5|Edgar Allan Poe
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Conhecido por suas escrituras misteriosas e contos de horror,Edgar Allen Poe foi extremamente interessado em psicologia.Sua fascinação,mostra em suas escrituras passagens psicodélicas.

-Mas ele foi mesmo um louco?


Uma rivalidade complexa e enigmática com Rufus Griswold (editor,antalogista,poeta e crítico de 1812-1857),levou a várias publicações difamatórias entre ambos,desconfianças profissionais,falsidades,entre vários outros aspectos negativos.

Griswold conta que Poe era um louco e que podia ter tido um transtorno bipolar.Poe também era conhecido por seu consumo excessivo de álcool e uma vez escreveu em uma carta que ele tinha experimentado pensamentos suicidas.Poe uma vez causou polêmica ao escrever uma notícia sobre uma viagem de balão através do oceano (mais tarde revelado como uma farsa).

Em 1849,Poe foi encontrado em uma rua,com roupas que pareciam não pertencer a ele,em um estado de delírio.Morreu quatro dias depois em um hospital.Poe jamais conseguiu descrever os fatos que o levaram a tal situação.A teoria mais aceita de sua morte é a embriaguez,as outras se baseiam em: diabetes,síflis,doenças cerebrais etc.



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  4|Howard Hughes
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Howard Hughes foi um aviador brilhante, produtor de cinema, e magnata dos negócios de bilhões de dólares.Ele também era um homem louco que sofria de um medo peculiar de germes.Um artigo publicado pela Associação Americana de Psicologia,em 2005, sugere que sua fobia se tornou tão grave que provavelmente contribuiu para seu vício em codeína.

Hughes tinha um padrão ao longo da vida de momentos em estresse.Como um adolescente,ele ficou paralisado,sem motivo fisiológico aparente por vários meses. Seu medo de germes o levou a comportamentos obsessivo-compulsivos,muitos dos quais ele insistia que sua equipe adotassem luvas e lenços de papel quando fossem servir comida a ele.



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  3|John Nash
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Lembra do filme,Uma Mente Brilhante?Ele é o protagonista real do filme.John Nash é um gênio matemático e destinatário do Prêmio Nobel de Economia (1994).Ele obteve seu doutorado na Universidade de Princeton e desenvolveu a teoria do equilíbrio de Nash.Ele também sofria de esquizofrenia,alucinações, delírios e "vozes". Ele passou por vários hospitais psiquiátricos,sempre contra a sua vontade,onde ele foi tratado com medicamentos antipsicóticos e terapia de choque de insulina.Nash recuperou-se gradualmente e acabou voltando para ensinar matemática na Universidade de Princeton.


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  2|Ludwig Van Beethoven
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Um dos compositores mais famosos do mundo,Ludwig van Beethoven,acredita-se que sofreu de um transtorno bipolar.Beethoven foi um prodígio que explorado por seu pai.As agressões podem ter levado a sua perda de audição mais tarde na vida. Como muitos gênios criativos que sofrem de transtorno bipolar, rajadas de energia,intensidade e criatividade foram equilibradas por períodos de escuridão,solidão e depressão.Como outros que sofrem do transtorno,ele se auto-medicou com drogas (ópio) e álcool.


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  1|Sir Isaac Newton
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Sem dúvida um dos mais brilhantes pensadores do mundo,Sir Isaac Newton inventou o cálculo,desenvolveu as leis do movimento,explicou a gravidade e construiu o primeiro telescópio reflexivo.Ele também era louco. Ele teria sido psicótico,difícil de se conviver,e propenso a mudanças de humor dramáticas.Vários autores têm sugerido que ele sofria de transtorno bipolar e era esquizofrênico.


Embora longe de ser perfeitos,estes homens loucos tocaram o mundo de alguma forma.Eles nos fizeram pensar,nos inspirar,ou nos fazer apreciar a fragilidade da vida que pode ser quebrada como um vidro quando doenças mentais estão envolvidas.
 
Psicografado por Schwanz 

domingo, 18 de novembro de 2012

Histórias dos Manicômios

 


 Essas instituições abrigavam,recolhiam e davam assistência aos chamados ''loucos''.As denominações variam de acordo com os diferentes contextos históricos em que foram criados.O termo manicômio surge a partir do século XIX e designa mais especificamente o hospital psiquiátrico, já com a função de dar um atendimento médico sistemático e especializado.

A prática de retirar os doentes mentais do convívio social para colocá-los em um lugar específico surge em um determinado período histórico. Segundo Michel Foucault, em A história da loucura na idade clássica, ela tem origem na cultura árabe, datando o primeiro hospício conhecido do século VII.


Os primeiros hospícios europeus são criados no século XV, quando da ocupação árabe da Espanha. Na Itália eles datam do mesmo período, e surgem em Florença, Pádua e Bérgamo.

No século XVII os hospícios proliferam e abrigam juntamente os doentes mentais com marginalizados de outras espécies. O tratamento que essas pessoas recebiam nas instituições costumava ser desumano, sendo considerado pior do que o recebido nas prisões. Diversos depoimentos como o de Esquirol,um importante estudioso destas instituições no século XIX,retratam este quadro:

Os primeiros hospícios dos quais se tem notícia situavam-se no Oriente:no século  VII,possivelmente,em  Fez;no final do século XII,em Bagdad;no século XIII,no Cairo.
"Eles são mais mal tratados que os criminosos; eu os vi nus, ou vestidos de trapos, estirados no chão, defendidos da umidade do pavimento apenas por um pouco de palha. Eu os vi privados de ar para respirar, de água para matar a sede, e das coisas indispensáveis à vida. Eu os vi entregues às mãos de verdadeiros carcereiros, abandonados à vigilância brutal destes. Eu os vi em ambientes estreitos, sujos, com falta de ar, de luz, acorrentados em lugares nos quais se hesitaria até em guardar bestas ferozes, que os governos, por luxo e com grandes despesas, mantêm nas capitais." 
                                                                                                                                       Esquirol

Influenciado pelos ideais do iluminismo e da Revolução Francesa, Philippe Pinel (1745-1826), diretor dos hospitais de Bicêtre e da Salpêtrière, foi um dos primeiros a libertar os pacientes dos manicômios das correntes, propiciando-lhes uma liberdade de movimentos por si só terapêutica. Desde que a questão dos "loucos" passa a ser um assunto médico-científico, surgem duas correntes diferentes de pensamento com relação ao trato dos pacientes e à origem de seus males. Uma crê no tratamento "moral", nas práticas psico-pedagógicas, nas terapias afetivas como mais importantes. Outra focaliza o tratamento físico, crendo ser a loucura um mal orgânico, fruto de uma lesão ou de um mal funcionamento encefálico. Para esta última, o ambiente dos manicômios, suas instalações, não são tão relevantes para o tratamento.

Mesmo após as reformas instituídas no século XIX por Pinel, um dos primeiros a aplicar uma "medicina manicomial", o tratamento dado ao interno do manicômio ainda era mais uma prática de tortura do que a uma prática médico-científica. Tanto a corrente organicista quanto aquela que acreditava no tratamento "moral", não dispensavam os tratamentos físicos. Nestes tratamentos buscava-se dar um "choque" no paciente, fazer com que passasse por uma sensação intensa, que o tirasse de seu estado de alienação.
Eram correntes as práticas de sangria, de isolamento em quartos escuros, de banhos de água fria, além dos aparelhos que faziam com que o paciente rodopiasse em macas ou cadeiras durante horas para que perdesse a consciência.
Através da história, alternam-se momentos em que predominam as correntes "morais" e organicistas para o tratamento dos doentes mentais dentro da ciência médica. Este último século foi marcado pelo aumento da contribuição das ciências humanas no sentido de entender a loucura como também uma categoria social, com diferentes sentidos em diferentes culturas e períodos históricos. A institucionalização, a exclusão do convívio social, também passa a ser entendida como uma prática histórica que, por si só, não significa o tratamento mais adequado para aqueles que entendemos como doentes mentais. Do mesmo modo como nasceu em um determinado período histórico, ela também pode acabar.

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                                   Lobotomia
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Lobotomia, mais apropriadamente chamada leucotomia (já que lobotomia refere-se a cortar as ligações de qualquer lobo cerebral) é uma intervenção cirúrgica no cérebro, onde são seccionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Foi utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia. A lobotomia foi uma técnica bárbara da psicocirurgia que não mais é usada,exceto com inflição de lesões seletivas em regiões bem delimitadas.


O procedimento leva a um estado algo sedado de baixa reatividade emocional nos pacientes. Existem controvérsias sobre os resultados do procedimento.
Um paciente lobotomizado pelo Dr. Walter Freeman aos 12 anos de idade

A lobotomia pré-frontal foi inventada por um neurocirurgião português, o Dr. Egas Moniz, e popularizada nos Estados Unidos pelo Dr. Walter Freeman, que a modificou para que pudesse ser feita no consultório (lobotomia trans-orbitária ou "ice-pick lobotomy"), em menos de 10 minutos, com uma incisão através da órbita, como na figura acima, que mostra Howard Dully sendo lobotomizado aos 12 anos de idade.

 Essa psico-cirurgia era a única terapêutica disponível para alguns casos de psicopatias, e foi abandonada com o advento das drogas neurolépticas. Infelizmente, o Dr. Freeman abusou das potencialidades dessa cirurgia e menosprezou as suas potenciais complicações, encerrando a sua carreira depois que uma paciente morreu de hemorragia cerebral.
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 Imagens do inconsciente


"Escultura feita por um paciente quatro meses após uma lobotomia, representa estranha serpente que domina, marca e deprime uma caverna de rocha esponjosa, como a dividi-la em duas partes que sugerem o aspecto dos hemisférios cerebrais."


"Escultura disforme feita pelo mesmo paciente trinta e dois anos mais tarde, mostrando as arrasadoras conseqüências da lobotomia em sua capacidade criadora."
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                                       Outras imagens
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[Imagens:GoreGrish,comciencia,BBC,O Mundo das Imagens, São Paulo: Ática, 1992.Imagens do Inconsciente, Rio de Janeiro: Alhambra, 1981.]
Psicografado por Schwanz